Projeto Família Gerando Cidadãos

O PROJETO FAMÍLIA GERANDO CIDADÃOS (PFGC), cujo objetivo central é a PREVENÇÃO de conflitos, planejamento familiar, inteligência emocional, cooperação, inclusão social e qualidade de vida, tem como público alvo a família (mães, pais e especialmente filhos), cm olhar atento às familias de baixa renda e vulnerabilidade social.

Com base também no artigo 227 da Constituição Federal de 1988, foi elaborado como instrumento para levar cidadania, educação e incentivo à leitura inicialmente para as gestantes, através de textos, livros e vídeos educativos que disponibiliza, mudando o foco da desesperança, identificado no contexto social, para a perspectiva de um futuro com dignidade à família, focado na educação e garantia de direitos e cuidados com os filhos.

O PFGC não tem fins lucrativos, partidários ou religiosos, foi mantido generosamente pela sua idealizadora Paula Gomes Bastos de Oliveira e seus módulos e cartilhas oferecidos gratuitamente, no intuito de multiplicar a idéia do PFGC e atingir a todos que buscam cuidado, apoio e atenção.

O PFGC foi apresentado de maneira humanizada e abrangente, com conteúdo educativo e intenção de trazer oportunidades de mudança, do período de março de 2011 a setembro de 2012, para ajudar entidade parceira - AMBB, tendo seu processo de desenvolvimento tornado público pela sua autora, Paula Bastos, sendo vísivel seus benefícios para as participantes e entidade, difundindo temas importantes para a família, sociedade e outras instituições, cumprindo assim, a função social que se propôs desenvolver.

O logo do projeto, feito de próprio punho, teve um desenvolvimento muito peculiar e um fundo educacional muito expressivo, de modo que seja reconhecido e dificilmente esquecido. As cartilhas amarelas com suas mensagens coladas uma a uma receberam atenção especial para que seu conteúdo fosse aproveitado nos encontros. As camisetas foram doadas para voluntários do PFGC.

A idéia de conscientização, não só pelos direitos trabalhistas, assuntos costumeiros tratados, mas abrangendo os Direitos da gestante, do casal (de família e penal) e principalmente dos filhos (ECA), serve como um ALERTA, e teve um impacto social considerável e importante para a harmonia e resgate da afetividade e dignidade dos entes familiares.

O projeto inovador, exposto para todo Brasil através de contatos, eventos, rede social e site do Prêmio Innovare http://www.premioinnovare.com.br/praticas/l/projeto-familia-gerando-cidadaos , dá a possibilidade de difundir, manter o conceito do projeto vivo e multiplicar a idéia, demonstrando que diferentes atores e a classe jurídica pode ajudar na transformação social, diminuindo demandas e injustiças ao orientar sobre garantias, direitos e deveres, e assim, quebrar o círculo vicioso de omissões e violência, passados de geração em geração.

A autora do PFGC que mora no Rio de Janeiro e implementou o projeto em Araraquara/SP, no momento, trabalha como rede de informações e apoio, presta consultoria e elabora projetos gratuitos para entidades que carecem de ajuda, com atendimento personalizado e orienta sobre projetos para outros Estados do Brasil. Atende, pontualmente pessoas em risco social que buscam apoio e direcionamento tanto na area familiar como profissional. Qualquer informação ou orientação para implementar a prática, palestras, consultoria, entre em contato pelo e-mail: pfgc2011@yahoo.com.br

Vale a pena elaborar estratégias e trabalhar para que famílias tenham a possibilidade de construir um futuro com mais dignidade, principalmente para seus filhos. Lembrando que os temas tratados no PFGC atingem à todos, aos que ouvem, aprendem ou ensinam.

MISSÃO: Orientar e influenciar mulheres, gestantes e novos casais sobre como desenvolver comportamentos éticos, saudáveis, responsáveis e de cooperação, através de conscientização e reeducação, para que adquiram auto-confiança, eduquem seus filhos, cuidem da sua família com responsabilidade e tenham consciência para buscar o Direito de sua família quando violado.

VISÃO: Servir como instrumento e rede eficaz de informação, reeducação, cidadania e transformação para a família e sociedade.

Paula Gomes Bastos de Oliveira, cidadã, administradora do lar, advogada, experiência em estágio extra oficial- Defensoria Pública/RJ - Vara de Família, conciliadora (curso 10/2012 - TJ/RJ), Curso de formação APAV Lisboa/2018 (Crianças e Jovens Vítimas de Crime e de Violência), autora e responsável pelo Projeto FGC, pesquisadora, gestora e voluntária, militante na luta pela busca da pacificação social, resgate de valores éticos e, na prevenção e conciliação de conflitos familiares.


("A FAMÍLIA, BASE DA SOCIEDADE..." - art.226 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988)

("É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saude, à alimentação, à educação, à ao lazer, à profissionalização, à cultura, à à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo, de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão" art. 227, CF).

Vivemos constantemente buscando segurança e tentando nos proteger, muitas vezes do que nós mesmo criamos, e assim penso!
"Educa a família para não ter que blindar a alma, pois tudo começa de dentro pra fora".

"Não queira ser “ESTRELA”que brilha sozinha,
queira ser ‘SOL’ que aquece e ilumina a todos. Tenha equilibrio!"

Contra todos os tipos de violência causados por homem ou mulher,
Paula Bastos

© Todos os direitos reservados.
O projeto de pesquisa demanda muita dedicação e tempo, entretanto, podem compartilhar, mas por gentileza, não se esqueçam de citar a fonte! Obrigada!







sábado, 3 de setembro de 2011

11 maneiras de ajudar na alfabetização do seu filho - Educar para crescer.

ALFABETIZAÇÃO



Contar histórias, deixar bilhetinhos na geladeira, fazer lista de compras em voz alta - essas são apenas algumas situações que tornam o espaço de convivência da criança mais... alfabetizador! E isso é fundamental para o aprendizado



14/05/2009 18:44 
Texto Juliana Bernardino
Educar
Foto: Dreamstime
Foto: criança
Elementos do dia-a-dia, como receitas culinárias e contos infantis, também ajudam na alfabetização de uma criança
Você sabia que os pais também podem ajudar na alfabetização de seus filhos? Isso mesmo! Mas não se preocupe, pois não se trata de ter de ensinar formalmente a criança a ler e a escrever, função esta do professor. Você pode, isso sim, tornar o ambiente de convivência da criança repleto de atos de leitura e escrita, de forma a inseri-la desde cedo no mundo das letras. Em suma, deixar o ambiente doméstico mais alfabetizador. "Isso acontece quando, por exemplo, a mãe deixa bilhetinhos na porta da geladeira, apontando a finalidade do ato para a criança: ‘vamos deixar esse recadinho para o papai avisando-o que iremos nos atrasar para o jantar’. Ou quando, antes de começar um novo jogo (de tabuleiro, por exemplo), ela propõe ao filho que eles leiam as regras juntos", exemplifica a educadora Cida Sarraf, que leciona no curso de pedagogia do Centro Universitário Salesiano e da Faculdade Mozarteum, ambos em São Paulo.

Maria Claudia Sondahl Rebellato, assessora pedagógica na produção de material didático em Curitiba-PR, acredita que, quando a criança é inserida nessas atividades rotineiras, ela acaba percebendo a função real da escrita e da leitura, e como elas são importantes para a nossa vida. E, dada sua curiosidade nata, ela vai querer participar cada vez mais e buscar o conhecimento dos pais.

A criança que cresce em constante contato com a leitura e a escrita acaba se apropriando da língua escrita de maneira mais autoral e adquirindo experiências que vão fazer a diferença na hora de ela aprender a ler e a escrever efetivamente. "Isso explica o fato de, numa mesma sala de 1º ano, professores se depararem com algumas crianças praticamente alfabetizadas e outras que sequer entendem a função do bilhetinho na porta da geladeira ou que a linguagem escrita se relaciona com a oral, porque viveram experiências muito discrepantes em casa", argumenta Cida Sarraf.

Leia abaixo as 11 maneiras de deixar o ambiente de sua casa mais alfabetizador, ajudando seu filho a passar com tranquilidade pela alfabetização o que, aliás, é fundamental para ele ter sucesso nas etapas futuras do aprendizado e do conhecimento, e as reportagens relacionadas:



Leia a seguir dicas para transformar o seu filho em fase de alfabetização em um pequeno grande leitor:

Instituto Papai - Projeto Paternidade, Cuidado e Direitos Reprodutivos

Paternidade

fonte: http://www.papai.org.br/conteudo/view?ID_CONTEUDO=555

Projeto Paternidade, Cuidado e Direitos Reprodutivos

Objetivo: 
Contribuir para a revisão e ampliação das políticas públicas no campo dos Direitos Reprodutivos, promovendo maior participação dos homens no cuidado infantil e em outros processos reprodutivos.
Atividades:
  • Campanha "Dá licença, eu sou pai!";
  • Mobilização social em torno da ampliação da licença paternidade;
  • Monitoramento da implementação da Lei do Acompanhante;
  • Pesquisa sobre o lugar do pai na atenção básica, tendo como foco especial a gravidez na adolescência;
  • Pesquisa sobre legislação que favorece o exercício da paternidade.
Coordenação:
Jorge Lyra
Equipe:
Jorge Lyra
Parceiros:
  • Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA)
  • Rede Brasileira de Homens pela Equidade de Gênero (RHEG)
  • Rede de Humanização do Parto
  • Universidade Federal de Pernambuco
Legislação | Marco Legal
  • Lei do Acompanhante (11.108)
  • Licença paternidade (Constituição e CLT)
  • Plataforma da Conferência do Cairo
  • Novos projetos de Lei que propõem a ampliação da Licença paternidade

Instituto Papai - Projeto Homens e Violência de Gênero


Violência de Gênero

fonte: http://www.papai.org.br/conteudo/view?ID_CONTEUDO=556

Projeto Homens e Violência de Gênero
Objetivo:
Contribuir para implementação plena de políticas de enfrentamento à violência de gênero, garantindo ações dirigidas aos homens.
Atividades:
  • Campanha Brasileira do Laço Branco: "Homens pelo fim da violência contra a mulher"
  • Cursos de formação sobre "atenção aos homens autores de violência"
  • Mobilização social para implementação de serviços de "responsabilização aos agressores", a partir do enfoque feminista de gênero"
  • Eventos e documentos que potencializem reflexões críticas sobre a instalação de serviços de atenção aos agressores, a partir de uma leitura feminista de gênero
Coordenação:
Ricardo Castro
Equipe:
Hemerson Moura e Ricardo Castro
Parceiros:
  • Rede Brasileira de Homens pela Equidade de Gênero (RHEG)
Apoio:
  • Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres
Legislação | Marco Legal
  • Lei Maria da Penha
  • Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres
  • Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher

C.FED - Projeto dobra dedução do IR para quem adotar criança com 2 anos ou mais - Síntese

C.FED - Projeto dobra dedução do IR para quem adotar criança com 2 anos ou mais - Síntese

STJ - Médico terá de indenizar mãe e filha por sequelas de parto demorado - Síntese

STJ - Médico terá de indenizar mãe e filha por sequelas de parto demorado - Síntese

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

IBDFAM - Notícias - Lei da Alienação Parental completa um ano em vigor

IBDFAM - Notícias - Lei da Alienação Parental completa um ano em vigor

CONVIVER PARA CRESCER


Projetos para a vida toda!

Nesta entrevista, a psicóloga Luciana Blumenthal, da Elipse Clínica Multidisciplinar, conta que as atividades que requerem tempo e planejamento, feitas ao lado dos filhos, viram momentos valiosos e inesquecíveis

Cristiane Yamazato
FONTE: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI261287-18485,00-PROJETOS+PARA+A+VIDA+TODA.html
  Thinkstock
CRESCER: Os pais têm passado tempo suficiente com seus filhos?
Luciana Blumenthal: Isso varia bastante. Mas, em geral, os pais não têm muito tempo disponível e se ressentem por isso. E a recíproca é verdadeira, ou seja, as crianças também lamentam o fato. No entanto, mais do que a quantidade de horas disponíveis, os pais deviam ter em mente a qualidade do tempo. Muitos não conseguem fazer bom uso do tempo.

C.: E o que é fazer bom uso do tempo com as crianças?
L.B.:
É tornar esse tempo emocionalmente significativo. Estar presente naquele momento não só de corpo, mas de alma também. Não adianta estar ao lado do seu filho, mas com a cabeça voltada para os problemas da empresa, as contas que devem ser pagas, as tarefas que ainda estão por fazer… É preciso arrumar um tempo para realmente estar com as crianças, observá-las, escutar o que elas têm a dizer, conversar com elas… Muitas vezes, nos finais de semana, as famílias vão ao shopping ou levam os filhos ao parquinho e pouco interagem com as crianças. Estão juntos, mas não há troca verdadeira de afeto e cumplicidade.

C.: Projetos com começo, meio e fim, como plantar uma horta e preparar um presente especial que leva dias para ficar pronto, são bons pretextos para aproveitar bem o tempo ao lado dos filhos?
L.B.:
São ótimos pretextos! Experiências como essas só podem ser positivas porque proporcionam envolvimento não só entre os membros da família como com o projeto em si. No caso da horta, as crianças acabam se comprometendo com a plantinha que requer cuidados para se desenvolver. Hoje em dia, com a minha vivência no consultório, percebo que muitas crianças e até mesmo alguns pais têm dificuldade de se envolver efetivamente… Todos andam muito ansiosos e impacientes que acabam tendo dificuldade de envolvimento, seja afetivo ou para desenvolver um projeto qualquer.

C.: Falando em ansiedade e impaciência, esses projetos também acabam transmitindo noções de tempo de espera, não é mesmo? L.B.: Exatamente! Esse é um jeito incrível de ensinar às crianças a ter paciência e viver o momento presente. A ansiedade, que é tão comum e faz parte da realidade que vivemos, não tem nos permitido curtir o instante, no caso, o momento em que a flor ainda não floresceu. Esse momento também tem seu encanto! Estamos sempre querendo ver resultados imediatos. Por isso, essas experiências são valiosas não só para os pequenos, mas também para os adultos.

C.:Esse tipo de experiência costuma ficar na memória? Vira história para contar e relembrar?
L.B.:
Claro, essas experiências vão fazer parte das boas lembranças de futuros adultos. A gente não esquece dos bons momentos em que passamos na companhia de nossos pais… Atividades assim estreitam os laços entre pais e filhos e viram momentos muito significativos na vida de todos

TRIÂNGULO AMOROSO - Com a chegada do bebê, não tem casal que não sinta o relacionamento mudar. Para o bem e para o mal, agora o amor tem “o terceiro elemento” e vocês precisarão aprender a lidar com aspectos um do outro que ainda não conheciam.

Renata Gallo
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI244228-10496-2,00-TRIANGULO+AMOROSO.html
 
A mãe amamenta o filho à meia-luz, sob o olhar orgulhoso do pai. O pai chega do trabalho e encontra o bebê dormindo e sua mulher linda e cheirosa à sua espera. A família unida – pai, mãe e filho – corre pelo parque em um dia ensolarado, sem preocupações. Corta! Definitivamente, a vida real de uma família recém-formada passa longe das cenas de um comercial de margarina. É claro que há momentos de extrema felicidade, mas a rotina de um casal pós-nascimento dos filhos é cansativa, desgastante e cheia de mudanças. “A maternidade é a concretização de um sonho, mas, ao mesmo tempo, traz ansiedade, desequilíbrios, conflitos, dúvidas, que são até naturais”, explica Isabel Kahn Marin, psicanalista e professora, responsável pelo departamento de atendimento à família da clínica psicológica da PUC-SP. 
Antes a mulher dava atenção exclusiva ao marido e vice-versa. Agora, há entre eles um terceiro elemento. Que é lindo, fofo, mas tem cólicas, chora, quer mamar várias vezes durante o dia – e a noite! – e faz cocô em horas impróprias. “No primeiro ano de vida do bebê, o casal vê sua vida passada por um processador. Se antes eles se programavam para sair no fim de semana, agora eles pensam que podem sair, mas: se não fizer frio, se o bebê estiver bem, se ele dormir direito a noite...”, diz Rita Calegari, psicóloga do Hospital São Camilo (SP). 
Para boa parte dos casais, as coisas só voltam ao normal três anos depois do nascimento dos filhos. Foi o que mostrou uma pesquisa feita pelo Relationship Research Institute, em Seattle (EUA), que também apontou que as mulheres sentem o baque imediatamente após o parto, enquanto homens demoram alguns meses para se sentir incomodados. O estudo foi tema de uma reportagem recente do diário norte-americano The Wall Street Journal, que mostrou já existirem vários serviços de aconselhamento para casais no período pré-natal. 
Aqui no Brasil, em uma enquete feita no fim de maio no site da CRESCER, 38% dos internautas responderam que o casamento piorou muito depois da chegada do filho; 20% disseram que piorou, mas melhorou um ano depois; e 8% que piorou, mas melhorou dois anos depois. Ficou igual para 10% e melhorou para 4% dos participantes. E 20% acham que ficou muito melhor e que o filho uniu ainda mais o casal. Ou seja: não tem regra, cada casal vai vivenciar a experiência do seu jeito conforme a chegada de cada filho. 
Sócios para sempre 
Ter um bebê, você sabe, é um projeto de vida muito importante para ser individualista ou executado de qualquer jeito. Por isso, o ideal seria que os casais se preparassem não apenas do ponto de vista prático e financeiro, mas também emocional. “Planejamento é bom para tudo, até para a reforma da casa. Quando se planeja, colocamos a máxima atenção naquilo e as coisas tendem a ficar mais fáceis”, explica Rita. 
Mas mesmo sem essa estratégia toda, a natureza ainda dá de lambuja nove meses para um curso preparatório. “Muitos casais esquecem que vão ter de ser pai e mãe. Se preocupam mais com o enxoval, com o quarto do bebê do que em avaliar os ganhos e as perdas que estão por vir”, diz Luciana Jensen, psicóloga infantil e psicoterapeuta de casal e família há 16 anos. 
Claro que não é proibido se animar com a decoração ou com as roupinhas, mas é recomendável que o casal também pense nas reais expectativas que tem, no papel de cada um, nos valores, na educação, e se prepare junto para a nova vida. 
Essa etapa do processo não foi bem acordada no casamento de Roberta (que pediu para não darmos seu nome real), de 38 anos. Ele acabou após dez anos, quando seu segundo filho não tinha nem 2 meses de vida. Filha única, Roberta sempre quis se casar e ter mais de um filho. “Era visível que eu queria muito mais que ele. Esperamos cinco anos até ter nossa filha e outros quatro para eu engravidar de novo”, diz. Ela tinha uma boa convivência com o marido antes de engravidar e hoje vê que ficou encantada com o nascimento de sua primeira filha, obsessiva até. “Ela virou minha prioridade. Hoje acho que ele era imaturo e que não nasceu para ser pai, mas também sei que fui muito egoísta”, diz. Mesmo com o relacionamento já abalado, depois do nascimento da menina, Roberta insistiu em ter mais um filho. 
Divisão por 3 
Conciliar a vida de pai e mãe com a vida do casal é um dos desafios dessa nova família. Muitas mulheres acabam por se sentirem só mães e deixam seus companheiros de lado. O vínculo do bebê com a mãe é sempre maior do que com o pai. Quando o bebê nasce, ele e a mãe continuam sendo uma coisa só. “Mulheres veem o bebê como uma extensão delas e os homens como um projeto, não como propriedade”, completa Rita Calegari. 
Segundo Natércia Tiba, psicoterapeuta de casais grávidos e família, é natural que a mãe deixe o pai em segundo plano. Afinal, em um triângulo que na maioria das vezes não é equilátero (lembra das aulas de geometria da escola? Os triângulos equiláteros são os únicos com três lados e três ângulos iguais...) sempre há alguém que fica na ponta, mais distante, mas esse sentimento pode ser amenizado. Cabe ao pai procurar uma maneira de participar da vida do seu filho e cabe à mãe dar espaço para ele. “O pai não é a mãe dois, ele funciona diferente e é importante que seja assim”, diz. 
A fisioterapeuta Telma Gagliardo, 33 anos, está no grupo das mulheres que não se preparou para engravidar de sua filha Laura, hoje com 3 anos. “Estava casada há um ano e não tinha a menor noção do que era ser mãe, achava que era passear de carrinho na pracinha”, diz, rindo. “A criança, no começo, não interage e você acaba ficando presa em casa.” Felipe, 33 anos, seu marido, que na época estava desempregado, acabou sendo seu aliado nessa “prisão domiciliar”. “Ele sempre me ajudou muito e, apesar de achar que ele não fazia as coisas da melhor forma, nunca reclamei”, afirma. Quando Laura tinha 3 meses, Telma foi operada de emergência, de apendicite, e Felipe teve de cuidar sozinho da filha. “Dava meia mamadeira de um lado e meia do outro, como a Telma fazia ao amamentá-la no peito. Posso dizer que me senti meio mãe e lembro até hoje do valor desse momento”, conta o engenheiro mecânico. 
É claro que existiram algumas divergências, como a briga que se prolongou até os 8 meses de Laura, sobre qual era a maneira correta de fazê-la pegar no sono. Telma achava que a filha tinha que dormir sozinha; Felipe, que um dos dois devia niná-la. E é óbvio também que nem tudo era feito em parceria. Mas os conselhos do avô de Felipe, que dizia para ele se preocupar mais com a esposa do que com o filho, e a cumplicidade entre os dois fizeram com que o casamento amadurecesse. 
De acordo com a psicóloga Luciana Jensen, casais que têm um relacionamento emocional mais desenvolvido costumam passar mais tranquilamente por essa nova situação. “O filho não é culpado pelo relacionamento ruim, o nascimento do filho só potencializa os problemas que já existiam”, explica a profissional que se separou do seu primeiro marido quando sua filha tinha 8 meses. “Namorei dez meses meu ex-marido, 17 anos mais velho e que já tinha quatro filhos. É uma baita injustiça dizer que nossa filha foi a responsável pela separação. Acho que não tínhamos uma ligação afetiva forte para superar, inclusive, todas as nossas diferenças”, diz. 
Ele não era assim 
Nos consultórios dos terapeutas, as queixas de mulheres e homens são bem distintas. As mulheres falam da falta de tempo, da ausência de vida social, da privação do sono. Os homens, não só do sexo (ou da falta de), mas da piora de humor da esposa, da falta de atenção dela com ele e do desleixo dela. Nos relatos, é grande o número de constatações do tipo: “ele mudou” e “ela não era assim”. “Quando o casal é apenas um casal, a bagagem que ela tem é de mulher e ele, de homem. Quando se tornam pais e mães abre-se a mala do histórico familiar. Como foi minha mãe, como foi meu pai? E algumas diferenças que não apareciam antes começam a se revelar”, explica Natércia. “Brinco que a gestação corresponde a nove meses antes e nove depois do nascimento, para as pessoas registrarem que há muitas mudanças pela frente.” 
A engenheira Regina Helena Moretti, de 31 anos, diz que, quando seu filho nasceu, virou uma mãe leoa, daquelas bem ciumentas. Ela, que tinha com o marido uma vida social superagitada, só queria ficar em casa lambendo a cria. Seu filho Herbert, o Tico, deu trabalho para dormir até completar 3 anos e ela se sentia desgastada, cansada – e fora de contexto. “Quando o Tico tinha 4 meses, meu marido fez uma feijoada para os amigos para comemorar o aniversário dele. Foi um estresse! O povo não ia embora e fiquei muito brava”, conta. “Foi um período muito complicado. Quando meu marido insistia para que saíssemos, tivéssemos um momento só nosso, eu pensava: como vou deixar um bebê em casa? Isso já gerava conflito”, lembra. Hoje, Regina vê que essa insistência do marido foi fundamental – e muito saudável – para que eles transpusessem esse período difícil. 
Tentar ter um tempo a sós, criar uma rede de apoio, seja com funcionários ou parentes, é fundamental para a saúde do casal. Se cercar de amigos que já passaram ou estão na mesma situação para trocar experiências também é positivo. Com informação e cumplicidade, o casal consegue reorganizar sua dinâmica. “Não existe data ideal para a retomada da vida do casal, incluindo a sexual. Conforme a mulher vai retomando a sua vida profissional, sua rotina, seu próprio corpo, a vida do casal tende a voltar ao eixo”, diz Luciana Jensen. 
Mas isso não quer dizer que os dois têm de ficar parados, esperando voltar à vidinha de antes. Para que isso aconteça é preciso esforço. “Muitos casais erram ao ficar esperando uma situação formal para estarem juntos e não usam as oportunidades do dia a dia. Muitas mulheres têm tempo para ficar atualizando o perfil do Facebook, mas não para o marido. E, assim, o casal vai criando uma lacuna cada vez maior”, diz Rita Calegari. Eleger prioridades é um exercício que deve ser constante – e se torna ainda mais fundamental quando se tem um filho. Que tal começar a tentar agora?