Projeto Família Gerando Cidadãos

O PROJETO FAMÍLIA GERANDO CIDADÃOS (PFGC), cujo objetivo central é a PREVENÇÃO de conflitos, planejamento familiar, inteligência emocional, cooperação, inclusão social e qualidade de vida, tem como público alvo a família (mães, pais e especialmente filhos), cm olhar atento às familias de baixa renda e vulnerabilidade social.

Com base também no artigo 227 da Constituição Federal de 1988, foi elaborado como instrumento para levar cidadania, educação e incentivo à leitura inicialmente para as gestantes, através de textos, livros e vídeos educativos que disponibiliza, mudando o foco da desesperança, identificado no contexto social, para a perspectiva de um futuro com dignidade à família, focado na educação e garantia de direitos e cuidados com os filhos.

O PFGC não tem fins lucrativos, partidários ou religiosos, foi mantido generosamente pela sua idealizadora Paula Gomes Bastos de Oliveira e seus módulos e cartilhas oferecidos gratuitamente, no intuito de multiplicar a idéia do PFGC e atingir a todos que buscam cuidado, apoio e atenção.

O PFGC foi apresentado de maneira humanizada e abrangente, com conteúdo educativo e intenção de trazer oportunidades de mudança, do período de março de 2011 a setembro de 2012, para ajudar entidade parceira - AMBB, tendo seu processo de desenvolvimento tornado público pela sua autora, Paula Bastos, sendo vísivel seus benefícios para as participantes e entidade, difundindo temas importantes para a família, sociedade e outras instituições, cumprindo assim, a função social que se propôs desenvolver.

O logo do projeto, feito de próprio punho, teve um desenvolvimento muito peculiar e um fundo educacional muito expressivo, de modo que seja reconhecido e dificilmente esquecido. As cartilhas amarelas com suas mensagens coladas uma a uma receberam atenção especial para que seu conteúdo fosse aproveitado nos encontros. As camisetas foram doadas para voluntários do PFGC.

A idéia de conscientização, não só pelos direitos trabalhistas, assuntos costumeiros tratados, mas abrangendo os Direitos da gestante, do casal (de família e penal) e principalmente dos filhos (ECA), serve como um ALERTA, e teve um impacto social considerável e importante para a harmonia e resgate da afetividade e dignidade dos entes familiares.

O projeto inovador, exposto para todo Brasil através de contatos, eventos, rede social e site do Prêmio Innovare http://www.premioinnovare.com.br/praticas/l/projeto-familia-gerando-cidadaos , dá a possibilidade de difundir, manter o conceito do projeto vivo e multiplicar a idéia, demonstrando que diferentes atores e a classe jurídica pode ajudar na transformação social, diminuindo demandas e injustiças ao orientar sobre garantias, direitos e deveres, e assim, quebrar o círculo vicioso de omissões e violência, passados de geração em geração.

A autora do PFGC que mora no Rio de Janeiro e implementou o projeto em Araraquara/SP, no momento, trabalha como rede de informações e apoio, presta consultoria e elabora projetos gratuitos para entidades que carecem de ajuda, com atendimento personalizado e orienta sobre projetos para outros Estados do Brasil. Atende, pontualmente pessoas em risco social que buscam apoio e direcionamento tanto na area familiar como profissional. Qualquer informação ou orientação para implementar a prática, palestras, consultoria, entre em contato pelo e-mail: pfgc2011@yahoo.com.br

Vale a pena elaborar estratégias e trabalhar para que famílias tenham a possibilidade de construir um futuro com mais dignidade, principalmente para seus filhos. Lembrando que os temas tratados no PFGC atingem à todos, aos que ouvem, aprendem ou ensinam.

MISSÃO: Orientar e influenciar mulheres, gestantes e novos casais sobre como desenvolver comportamentos éticos, saudáveis, responsáveis e de cooperação, através de conscientização e reeducação, para que adquiram auto-confiança, eduquem seus filhos, cuidem da sua família com responsabilidade e tenham consciência para buscar o Direito de sua família quando violado.

VISÃO: Servir como instrumento e rede eficaz de informação, reeducação, cidadania e transformação para a família e sociedade.

Paula Gomes Bastos de Oliveira, cidadã, administradora do lar, advogada, experiência em estágio extra oficial- Defensoria Pública/RJ - Vara de Família, conciliadora (curso 10/2012 - TJ/RJ), Curso de formação APAV Lisboa/2018 (Crianças e Jovens Vítimas de Crime e de Violência), autora e responsável pelo Projeto FGC, pesquisadora, gestora e voluntária, militante na luta pela busca da pacificação social, resgate de valores éticos e, na prevenção e conciliação de conflitos familiares.


("A FAMÍLIA, BASE DA SOCIEDADE..." - art.226 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988)

("É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saude, à alimentação, à educação, à ao lazer, à profissionalização, à cultura, à à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo, de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão" art. 227, CF).

Vivemos constantemente buscando segurança e tentando nos proteger, muitas vezes do que nós mesmo criamos, e assim penso!
"Educa a família para não ter que blindar a alma, pois tudo começa de dentro pra fora".

"Não queira ser “ESTRELA”que brilha sozinha,
queira ser ‘SOL’ que aquece e ilumina a todos. Tenha equilibrio!"

Contra todos os tipos de violência causados por homem ou mulher,
Paula Bastos

© Todos os direitos reservados.
O projeto de pesquisa demanda muita dedicação e tempo, entretanto, podem compartilhar, mas por gentileza, não se esqueçam de citar a fonte! Obrigada!







sábado, 3 de setembro de 2011

Instituto Papai - Projeto Paternidade, Cuidado e Direitos Reprodutivos

Paternidade

fonte: http://www.papai.org.br/conteudo/view?ID_CONTEUDO=555

Projeto Paternidade, Cuidado e Direitos Reprodutivos

Objetivo: 
Contribuir para a revisão e ampliação das políticas públicas no campo dos Direitos Reprodutivos, promovendo maior participação dos homens no cuidado infantil e em outros processos reprodutivos.
Atividades:
  • Campanha "Dá licença, eu sou pai!";
  • Mobilização social em torno da ampliação da licença paternidade;
  • Monitoramento da implementação da Lei do Acompanhante;
  • Pesquisa sobre o lugar do pai na atenção básica, tendo como foco especial a gravidez na adolescência;
  • Pesquisa sobre legislação que favorece o exercício da paternidade.
Coordenação:
Jorge Lyra
Equipe:
Jorge Lyra
Parceiros:
  • Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA)
  • Rede Brasileira de Homens pela Equidade de Gênero (RHEG)
  • Rede de Humanização do Parto
  • Universidade Federal de Pernambuco
Legislação | Marco Legal
  • Lei do Acompanhante (11.108)
  • Licença paternidade (Constituição e CLT)
  • Plataforma da Conferência do Cairo
  • Novos projetos de Lei que propõem a ampliação da Licença paternidade

Instituto Papai - Projeto Homens e Violência de Gênero


Violência de Gênero

fonte: http://www.papai.org.br/conteudo/view?ID_CONTEUDO=556

Projeto Homens e Violência de Gênero
Objetivo:
Contribuir para implementação plena de políticas de enfrentamento à violência de gênero, garantindo ações dirigidas aos homens.
Atividades:
  • Campanha Brasileira do Laço Branco: "Homens pelo fim da violência contra a mulher"
  • Cursos de formação sobre "atenção aos homens autores de violência"
  • Mobilização social para implementação de serviços de "responsabilização aos agressores", a partir do enfoque feminista de gênero"
  • Eventos e documentos que potencializem reflexões críticas sobre a instalação de serviços de atenção aos agressores, a partir de uma leitura feminista de gênero
Coordenação:
Ricardo Castro
Equipe:
Hemerson Moura e Ricardo Castro
Parceiros:
  • Rede Brasileira de Homens pela Equidade de Gênero (RHEG)
Apoio:
  • Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres
Legislação | Marco Legal
  • Lei Maria da Penha
  • Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres
  • Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher

C.FED - Projeto dobra dedução do IR para quem adotar criança com 2 anos ou mais - Síntese

C.FED - Projeto dobra dedução do IR para quem adotar criança com 2 anos ou mais - Síntese

STJ - Médico terá de indenizar mãe e filha por sequelas de parto demorado - Síntese

STJ - Médico terá de indenizar mãe e filha por sequelas de parto demorado - Síntese

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

IBDFAM - Notícias - Lei da Alienação Parental completa um ano em vigor

IBDFAM - Notícias - Lei da Alienação Parental completa um ano em vigor

CONVIVER PARA CRESCER


Projetos para a vida toda!

Nesta entrevista, a psicóloga Luciana Blumenthal, da Elipse Clínica Multidisciplinar, conta que as atividades que requerem tempo e planejamento, feitas ao lado dos filhos, viram momentos valiosos e inesquecíveis

Cristiane Yamazato
FONTE: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI261287-18485,00-PROJETOS+PARA+A+VIDA+TODA.html
  Thinkstock
CRESCER: Os pais têm passado tempo suficiente com seus filhos?
Luciana Blumenthal: Isso varia bastante. Mas, em geral, os pais não têm muito tempo disponível e se ressentem por isso. E a recíproca é verdadeira, ou seja, as crianças também lamentam o fato. No entanto, mais do que a quantidade de horas disponíveis, os pais deviam ter em mente a qualidade do tempo. Muitos não conseguem fazer bom uso do tempo.

C.: E o que é fazer bom uso do tempo com as crianças?
L.B.:
É tornar esse tempo emocionalmente significativo. Estar presente naquele momento não só de corpo, mas de alma também. Não adianta estar ao lado do seu filho, mas com a cabeça voltada para os problemas da empresa, as contas que devem ser pagas, as tarefas que ainda estão por fazer… É preciso arrumar um tempo para realmente estar com as crianças, observá-las, escutar o que elas têm a dizer, conversar com elas… Muitas vezes, nos finais de semana, as famílias vão ao shopping ou levam os filhos ao parquinho e pouco interagem com as crianças. Estão juntos, mas não há troca verdadeira de afeto e cumplicidade.

C.: Projetos com começo, meio e fim, como plantar uma horta e preparar um presente especial que leva dias para ficar pronto, são bons pretextos para aproveitar bem o tempo ao lado dos filhos?
L.B.:
São ótimos pretextos! Experiências como essas só podem ser positivas porque proporcionam envolvimento não só entre os membros da família como com o projeto em si. No caso da horta, as crianças acabam se comprometendo com a plantinha que requer cuidados para se desenvolver. Hoje em dia, com a minha vivência no consultório, percebo que muitas crianças e até mesmo alguns pais têm dificuldade de se envolver efetivamente… Todos andam muito ansiosos e impacientes que acabam tendo dificuldade de envolvimento, seja afetivo ou para desenvolver um projeto qualquer.

C.: Falando em ansiedade e impaciência, esses projetos também acabam transmitindo noções de tempo de espera, não é mesmo? L.B.: Exatamente! Esse é um jeito incrível de ensinar às crianças a ter paciência e viver o momento presente. A ansiedade, que é tão comum e faz parte da realidade que vivemos, não tem nos permitido curtir o instante, no caso, o momento em que a flor ainda não floresceu. Esse momento também tem seu encanto! Estamos sempre querendo ver resultados imediatos. Por isso, essas experiências são valiosas não só para os pequenos, mas também para os adultos.

C.:Esse tipo de experiência costuma ficar na memória? Vira história para contar e relembrar?
L.B.:
Claro, essas experiências vão fazer parte das boas lembranças de futuros adultos. A gente não esquece dos bons momentos em que passamos na companhia de nossos pais… Atividades assim estreitam os laços entre pais e filhos e viram momentos muito significativos na vida de todos

TRIÂNGULO AMOROSO - Com a chegada do bebê, não tem casal que não sinta o relacionamento mudar. Para o bem e para o mal, agora o amor tem “o terceiro elemento” e vocês precisarão aprender a lidar com aspectos um do outro que ainda não conheciam.

Renata Gallo
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI244228-10496-2,00-TRIANGULO+AMOROSO.html
 
A mãe amamenta o filho à meia-luz, sob o olhar orgulhoso do pai. O pai chega do trabalho e encontra o bebê dormindo e sua mulher linda e cheirosa à sua espera. A família unida – pai, mãe e filho – corre pelo parque em um dia ensolarado, sem preocupações. Corta! Definitivamente, a vida real de uma família recém-formada passa longe das cenas de um comercial de margarina. É claro que há momentos de extrema felicidade, mas a rotina de um casal pós-nascimento dos filhos é cansativa, desgastante e cheia de mudanças. “A maternidade é a concretização de um sonho, mas, ao mesmo tempo, traz ansiedade, desequilíbrios, conflitos, dúvidas, que são até naturais”, explica Isabel Kahn Marin, psicanalista e professora, responsável pelo departamento de atendimento à família da clínica psicológica da PUC-SP. 
Antes a mulher dava atenção exclusiva ao marido e vice-versa. Agora, há entre eles um terceiro elemento. Que é lindo, fofo, mas tem cólicas, chora, quer mamar várias vezes durante o dia – e a noite! – e faz cocô em horas impróprias. “No primeiro ano de vida do bebê, o casal vê sua vida passada por um processador. Se antes eles se programavam para sair no fim de semana, agora eles pensam que podem sair, mas: se não fizer frio, se o bebê estiver bem, se ele dormir direito a noite...”, diz Rita Calegari, psicóloga do Hospital São Camilo (SP). 
Para boa parte dos casais, as coisas só voltam ao normal três anos depois do nascimento dos filhos. Foi o que mostrou uma pesquisa feita pelo Relationship Research Institute, em Seattle (EUA), que também apontou que as mulheres sentem o baque imediatamente após o parto, enquanto homens demoram alguns meses para se sentir incomodados. O estudo foi tema de uma reportagem recente do diário norte-americano The Wall Street Journal, que mostrou já existirem vários serviços de aconselhamento para casais no período pré-natal. 
Aqui no Brasil, em uma enquete feita no fim de maio no site da CRESCER, 38% dos internautas responderam que o casamento piorou muito depois da chegada do filho; 20% disseram que piorou, mas melhorou um ano depois; e 8% que piorou, mas melhorou dois anos depois. Ficou igual para 10% e melhorou para 4% dos participantes. E 20% acham que ficou muito melhor e que o filho uniu ainda mais o casal. Ou seja: não tem regra, cada casal vai vivenciar a experiência do seu jeito conforme a chegada de cada filho. 
Sócios para sempre 
Ter um bebê, você sabe, é um projeto de vida muito importante para ser individualista ou executado de qualquer jeito. Por isso, o ideal seria que os casais se preparassem não apenas do ponto de vista prático e financeiro, mas também emocional. “Planejamento é bom para tudo, até para a reforma da casa. Quando se planeja, colocamos a máxima atenção naquilo e as coisas tendem a ficar mais fáceis”, explica Rita. 
Mas mesmo sem essa estratégia toda, a natureza ainda dá de lambuja nove meses para um curso preparatório. “Muitos casais esquecem que vão ter de ser pai e mãe. Se preocupam mais com o enxoval, com o quarto do bebê do que em avaliar os ganhos e as perdas que estão por vir”, diz Luciana Jensen, psicóloga infantil e psicoterapeuta de casal e família há 16 anos. 
Claro que não é proibido se animar com a decoração ou com as roupinhas, mas é recomendável que o casal também pense nas reais expectativas que tem, no papel de cada um, nos valores, na educação, e se prepare junto para a nova vida. 
Essa etapa do processo não foi bem acordada no casamento de Roberta (que pediu para não darmos seu nome real), de 38 anos. Ele acabou após dez anos, quando seu segundo filho não tinha nem 2 meses de vida. Filha única, Roberta sempre quis se casar e ter mais de um filho. “Era visível que eu queria muito mais que ele. Esperamos cinco anos até ter nossa filha e outros quatro para eu engravidar de novo”, diz. Ela tinha uma boa convivência com o marido antes de engravidar e hoje vê que ficou encantada com o nascimento de sua primeira filha, obsessiva até. “Ela virou minha prioridade. Hoje acho que ele era imaturo e que não nasceu para ser pai, mas também sei que fui muito egoísta”, diz. Mesmo com o relacionamento já abalado, depois do nascimento da menina, Roberta insistiu em ter mais um filho. 
Divisão por 3 
Conciliar a vida de pai e mãe com a vida do casal é um dos desafios dessa nova família. Muitas mulheres acabam por se sentirem só mães e deixam seus companheiros de lado. O vínculo do bebê com a mãe é sempre maior do que com o pai. Quando o bebê nasce, ele e a mãe continuam sendo uma coisa só. “Mulheres veem o bebê como uma extensão delas e os homens como um projeto, não como propriedade”, completa Rita Calegari. 
Segundo Natércia Tiba, psicoterapeuta de casais grávidos e família, é natural que a mãe deixe o pai em segundo plano. Afinal, em um triângulo que na maioria das vezes não é equilátero (lembra das aulas de geometria da escola? Os triângulos equiláteros são os únicos com três lados e três ângulos iguais...) sempre há alguém que fica na ponta, mais distante, mas esse sentimento pode ser amenizado. Cabe ao pai procurar uma maneira de participar da vida do seu filho e cabe à mãe dar espaço para ele. “O pai não é a mãe dois, ele funciona diferente e é importante que seja assim”, diz. 
A fisioterapeuta Telma Gagliardo, 33 anos, está no grupo das mulheres que não se preparou para engravidar de sua filha Laura, hoje com 3 anos. “Estava casada há um ano e não tinha a menor noção do que era ser mãe, achava que era passear de carrinho na pracinha”, diz, rindo. “A criança, no começo, não interage e você acaba ficando presa em casa.” Felipe, 33 anos, seu marido, que na época estava desempregado, acabou sendo seu aliado nessa “prisão domiciliar”. “Ele sempre me ajudou muito e, apesar de achar que ele não fazia as coisas da melhor forma, nunca reclamei”, afirma. Quando Laura tinha 3 meses, Telma foi operada de emergência, de apendicite, e Felipe teve de cuidar sozinho da filha. “Dava meia mamadeira de um lado e meia do outro, como a Telma fazia ao amamentá-la no peito. Posso dizer que me senti meio mãe e lembro até hoje do valor desse momento”, conta o engenheiro mecânico. 
É claro que existiram algumas divergências, como a briga que se prolongou até os 8 meses de Laura, sobre qual era a maneira correta de fazê-la pegar no sono. Telma achava que a filha tinha que dormir sozinha; Felipe, que um dos dois devia niná-la. E é óbvio também que nem tudo era feito em parceria. Mas os conselhos do avô de Felipe, que dizia para ele se preocupar mais com a esposa do que com o filho, e a cumplicidade entre os dois fizeram com que o casamento amadurecesse. 
De acordo com a psicóloga Luciana Jensen, casais que têm um relacionamento emocional mais desenvolvido costumam passar mais tranquilamente por essa nova situação. “O filho não é culpado pelo relacionamento ruim, o nascimento do filho só potencializa os problemas que já existiam”, explica a profissional que se separou do seu primeiro marido quando sua filha tinha 8 meses. “Namorei dez meses meu ex-marido, 17 anos mais velho e que já tinha quatro filhos. É uma baita injustiça dizer que nossa filha foi a responsável pela separação. Acho que não tínhamos uma ligação afetiva forte para superar, inclusive, todas as nossas diferenças”, diz. 
Ele não era assim 
Nos consultórios dos terapeutas, as queixas de mulheres e homens são bem distintas. As mulheres falam da falta de tempo, da ausência de vida social, da privação do sono. Os homens, não só do sexo (ou da falta de), mas da piora de humor da esposa, da falta de atenção dela com ele e do desleixo dela. Nos relatos, é grande o número de constatações do tipo: “ele mudou” e “ela não era assim”. “Quando o casal é apenas um casal, a bagagem que ela tem é de mulher e ele, de homem. Quando se tornam pais e mães abre-se a mala do histórico familiar. Como foi minha mãe, como foi meu pai? E algumas diferenças que não apareciam antes começam a se revelar”, explica Natércia. “Brinco que a gestação corresponde a nove meses antes e nove depois do nascimento, para as pessoas registrarem que há muitas mudanças pela frente.” 
A engenheira Regina Helena Moretti, de 31 anos, diz que, quando seu filho nasceu, virou uma mãe leoa, daquelas bem ciumentas. Ela, que tinha com o marido uma vida social superagitada, só queria ficar em casa lambendo a cria. Seu filho Herbert, o Tico, deu trabalho para dormir até completar 3 anos e ela se sentia desgastada, cansada – e fora de contexto. “Quando o Tico tinha 4 meses, meu marido fez uma feijoada para os amigos para comemorar o aniversário dele. Foi um estresse! O povo não ia embora e fiquei muito brava”, conta. “Foi um período muito complicado. Quando meu marido insistia para que saíssemos, tivéssemos um momento só nosso, eu pensava: como vou deixar um bebê em casa? Isso já gerava conflito”, lembra. Hoje, Regina vê que essa insistência do marido foi fundamental – e muito saudável – para que eles transpusessem esse período difícil. 
Tentar ter um tempo a sós, criar uma rede de apoio, seja com funcionários ou parentes, é fundamental para a saúde do casal. Se cercar de amigos que já passaram ou estão na mesma situação para trocar experiências também é positivo. Com informação e cumplicidade, o casal consegue reorganizar sua dinâmica. “Não existe data ideal para a retomada da vida do casal, incluindo a sexual. Conforme a mulher vai retomando a sua vida profissional, sua rotina, seu próprio corpo, a vida do casal tende a voltar ao eixo”, diz Luciana Jensen. 
Mas isso não quer dizer que os dois têm de ficar parados, esperando voltar à vidinha de antes. Para que isso aconteça é preciso esforço. “Muitos casais erram ao ficar esperando uma situação formal para estarem juntos e não usam as oportunidades do dia a dia. Muitas mulheres têm tempo para ficar atualizando o perfil do Facebook, mas não para o marido. E, assim, o casal vai criando uma lacuna cada vez maior”, diz Rita Calegari. Eleger prioridades é um exercício que deve ser constante – e se torna ainda mais fundamental quando se tem um filho. Que tal começar a tentar agora? 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Cerca de 70% de crianças envolvidas com bullying sofrem castigo corporal, mostra pesquisa.

Cerca de 70% de crianças envolvidas com bullying sofrem castigo corporal, mostra pesquisa
 
30/08/2011 | Fonte: Agencia Brasil
Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Cerca de 70% das crianças e adolescentes envolvidos com bullying (violência física ou psicológica ocorrida repetidas vezes no colégio) nas escolas sofrem algum tipo de castigo corporal em casa. É o que mostra pesquisa feita com 239 alunos de ensino fundamental em São Carlos (SP) e divulgada hoje (30) pela pesquisadora Lúcia Cavalcanti Williams, da Universidade Federal de São Carlos.

Do total de entrevistados, 44% haviam apanhado de cinto da mãe e 20,9% do pai. A pesquisa mostra ainda outros tipos de violência - 24,3% haviam levado, da mãe, tapas no rosto e 13,4%, do pai. "As nossas famílias são extremamente violentas. Depois, a gente se espanta de o Brasil ter índices de violência tão altos", disse a pesquisadora, ao participar de audiência pública na Câmara dos Deputados que debateu projeto de lei que tramita na Casa e que proíbe o uso de castigos corporais ou tratamento cruel e degradante na educação de crianças e adolescentes.

Segundo ela, meninos vítimas de violência severa em casa têm oito vezes mais chances de se tornar vítimas ou autores de bullying. "O castigo corporal é o método disciplinar mais antigo do planeta. Mas não torna as crianças obedientes a curto prazo, não promove a cooperação a longo prazo ou a internalização de valores morais, nem reduz a agressão ou o comportamento antissocial", explicou.
Para a secretária executiva da rede Não Bata, Eduque, Ângela Goulart, a violência está banalizada na sociedade. Ela citou diversas entrevistas feitas pela rede com pais de crianças e adolescentes e, em diversos momentos, frases como "desço a cinta" e "dou umas boas cintadas" aparecem. Em uma das entrevistas, um pai explica que bater no filho antes do banho é uma forma eficiente de "fazer com que ele se comporte".

"Existem pais que cometem a violência sem saber. Acham que certas maneiras de bater, como a palmada, são aceitáveis", disse.
Atualmente, 30 países em todo o mundo têm leis que proíbem castigos na educação de crianças e adolescentes, entre eles a Suécia e a Alemanha. "A lei é uma forma de o Estado educar os pais", ressaltou o pesquisador da Universidade de São Paulo Paulo Sérgio Pinheiro.

Como forma de diminuir os índices de violência contra crianças e adolescentes em casa, os pesquisadores sugeriram a reforma legal, com a criação de leis que proíbam esse tipo de violência, a divulgação de campanhas nacionais, como as que já vêm sendo feitas, e a participação infantil, com crianças sendo encorajadas a falar sobre assuntos que lhes afetem. "A principal reclamação das crianças é que elas não aguentam mais serem espancadas pelos pais", destacou Pinheiro.

Edição: Graça Adjuto

Erro em diagnóstico gera indenização de 300 mil a paciente!

Erro em diagnóstico gera indenização de 300 mil a paciente
O Centro Integrado de Anatomia Patológica de Brasília, que produziu diagnóstico errado e levou paciente a realizar biópsia sem motivo, foi condenado a indenizar por dano moral e material. O paciente que havia pedido na inicial do processo o valor de R$ 2 milhões deve receber pouco mais de R$ 305 mil. A decisão é do juiz da 4ª Vara Cível de Brasília e cabe recurso.

A pedido de um médico, a autora relata na ação que realizou exames no laboratório de anatomia patológica. O resultado apresentou diagnóstico de um tipo de tumor conhecido como "adenocarcinoma de estômago". De acordo com a paciente, o médico que analisou o diagnóstico do exame solicitou um procedimento cirúrgico de emergência, a fim de evitar maiores complicações.

A previsão era para a retirada de cerca de 400 ml do tecido estomacal durante a cirurgia, mas o médico, por preocupação, retirou 600 ml do estômago da autora. Segundo ela, o tecido retirado foi enviado para análise e nada relacionado ao tumor adenocarcinoma diagnosticado anteriormente pelo laboratório foi encontrado.

O laboratório contestou a ação, alegando que não houve erro no diagnóstico e que o exame histológico revelou tratar-se de carcinoma de estômago onde se via também uma ulceração. O Centro Integrado de Anatomia Patológica de Brasília pediu a improcedência dos pedidos da paciente. Mas, o laudo do perito concluiu na contra prova que não havia o tumor nos tecidos examinados.

Na decisão, o juiz aplicou o Código de Defesa do Consumidor por entender que houve relação de consumo em que a autora foi destinatária final dos serviços prestados pelo laboratório. Assim, na forma da legislação consumerista, são requisitos necessários para a verificação do dever de indenizar, a ocorrência de dano, o nexo causal entre aquele e a conduta, afirmou o magistrado.

Para o julgador, houve falha do laboratório na prestação de serviço ao elaborar laudos em desacordo com a realidade. "Portanto, por não cumprir com a obrigação de realizar exame médico com resultado verdadeiro, o CIAP deve responder objetivamente pelos danos, na forma do art. 14 do CDC".

E decide: "Considerando que a autora é pessoa idosa, que teve o equilíbrio emocional abalado, entendo que o montante de R$ 300 mil é suficiente e razoável para atender os preceitos da reparação do dano moral causado e repressão à conduta ilícita. Posto isso, julgo procedentes os pedidos para condenar também o réu a pagar à autora o montante de R$ 5 mil a título de dano material."

Nº do processo: 72389-0

Fonte: TJDFT

sábado, 27 de agosto de 2011

Orientação psicológica da gravidez. Uma aliada na prevenção de conflitos!


Orientação Psicológica da Gravidez


É com enorme prazer que inicio esta coluna voltada para a preparação psicológica da gestante, com o intuito de possibilitar uma vivência mais equilibrada de todas as emoções e manifestações que ocorrem neste período.
Tão importante quanto o acompanhamento médico pré-natal é a assistência e orientação psicológica à gestante. Cada um contribuindo para a saúde física e mental tanto da mulher quanto do futuro bebê.
Por ser o período mais rico e intenso de vivências emocionais e que por si só traz, para o relacionamento familiar, novas atitudes e responsabilidades, percebemos como é fundamental o compartilhar e o esclarecimento das ansiedades e preocupações que envolvem a decisão de se ter um filho.
Embora nem sempre pensada e planejada de modo claro e explícito, pode-se dizer que, em algum momento da relação, a gravidez foi desejada para que pudesse se concretizar. Podemos pensar então, que antes mesmo da fecundação propriamente dita, o bebê já existia na cabeça dos pais ou de um deles e que culminou com o "esquecimento da pílula anticoncepcional, da revisão do cálculo da tabelinha ou até mesmo na impossibilidade de se interromper o ato sexual para colocação do preservativo".
Desta maneira, a criança é gerada e o bebê da cabeça cria vida, tornando-se real.
A partir do momento que a mulher certifica-se da gravidez, tudo o mais em sua vida será diferente. Seja qual for a decisão, de levá-la a termo ou não, esta repercutirá de modo marcante e profundo nas pessoas envolvidas. Quanto às circunstâncias, a gravidez pode acontecer num momento em que menos se espera e planeja, como é o caso de adolescentes que, ao iniciarem a vida sexual ativa, sem os cuidados preventivos necessários, acreditam que "isso" nunca vai lhes acontecer, ou mesmo de adultos que não se encontram numa relação estável, com intenção de compromisso. Além disso, existem aqueles que priorizam a carreira profissional antes mesmo de concretizar o desejo de constituir família. Em qualquer desses casos , a gravidez nesse momento pode ser inoportuna.
Ter um filho não envolve apenas uma decisão de momento, porém um compromisso para o resto da vida e é por este e outros motivos, que a balança do querer e do não querer estará sempre oscilando de um lado para outro.
Os pais se percebem mais vulneráveis emocionalmente e não encontram significado para suas questões mais profundas e remotas. Ocorre, então, um retrospecto à infância, como se regredissem até ela em busca de respostas. Neste momento, o modo como cada um percebeu e vivenciou sua família de origem, irá permear todo esse período de espera: as mesmas angústias e incertezas, as mesmas alegrias e esperanças. Assim, o modelo de pais que tiveram constituirá a base do que pretenderão ser. Imitando-o ou rejeitando-o, o modelo serão os pais de origem.
As fantasias sobre o bebê e como serão enquanto pais têm um significado absolutamente próprio para cada parceiro, pois têm a ver com a própria história de vida.
A mudança do papel social também é um fator importantíssimo a se ponderar. Durante nove meses estará se instalando, no casal grávido, uma nova identidade. Deixarão de ser apenas filhos para tornarem-se, também, pais. Novamente o modelo da família de origem entra em jogo.
A tendência em se fantasiar como pais perfeitos leva à expectativa de ter o filho perfeito, aquele que corresponderá à idealização de perfeição: o filho bonito, obediente, educado, estudioso, saudável e vitorioso. Tudo que fugir deste protótipo será percebido como um fracasso ou falha tanto pelos pais quanto pelo filho, o que poderá acarretar grande culpa. E aqui entra o maior terror da gestante, quer seja, a possibilidade de ter um bebê que apresente alguma deficiência. Se, por acaso esta ocorrer, mesmo que seja por uma questão genética, a culpa que carregará pelo resto da vida é realmente insustentável.
As dúvidas e os temores que suscitam nesse período são muito naturais e esperadas, pois toda mudança envolve perdas e ganhos. A quê deverão renunciar e o quê poderá ser preservado.
Sexualidade é outro tema que causa grande preocupação nos futuros papais, mesmo que tenha sido liberada pelo ginecologista que os assiste. É como se a relação sexual, após cumprir o seu papel mais importante que é a preservação da espécie, perdesse a função do prazer pelo prazer.
A hipersonia ou o aumento da necessidade de dormir toma conta da mulher, como se seu corpo precisasse de mais repouso e menos estímulos para se preparar para todas as mudanças físicas e psíquicas que se iniciam.
As instabilidades emocionais, num momento em que está mais sensível, fazem com que muitas vezes sinta-se incompreendida.
Náuseas e vômitos, desejos e aversões, constipação e diarréia também são sintomas comuns na gravidez, mas que também trazem consigo significados psicológicos a serem desvendados.
E o marido, como percebe todas estas manifestações e o que significam para ele, uma vez que também está se preparando para a paternidade e, desse modo, também se encontra vulnerável e à mercê de suas próprias angústias e questionamentos.
Tanto quanto o físico feminino estar maduro para abrigar o óvulo fecundado, é imprescindível que haja uma preparação emocional para acolher este novo ser.
Meu intuito neste artigo foi apenas dar uma breve pincelada nos vários temas que poderão ser abordados, no sentido de analisar o profundo significado das emoções e manifestações deste período, que pode ser o mais sublime na vida do casal, mostrando, desta maneira, que a gravidez pode ser vivenciada pelos futuros papais e mamães, com menos ansiedade e culpa e mais alegria e prazer.
Sejam bem-vindos!